Muda os teus poemas,
muda tuas vozes,
tuas risadas,
fôlegos.
Olha o mais profundo
dos teus interiores,
teus cais,
âmagos.
Sofre agora as mudanças,
as tuas tragédias,
teus porvires,
âmbitos.
Nada veneres aqui-agora,
está na hora
da tua
vez.
25 de abril de 2017
20 de abril de 2017
19 de abril de 2017
trilha dos ruídos
quando não temeres as pálpebras, sonharás. deitarás desatento em meu colo a todo outono, contente, contido na própria leveza da cabeça. tua cabeça não pesa ao corpo, adormece volúvel e se comporta em seguida. teu corpo estirado está vivo e delicado, posso observá-lo respirar. ele transpira uma sinfonia sincera, enquanto na mesma sintonia bate teu músculo esquerdo. escuto-lhe bater mais forte e me apavoro por um instante. aquele pavor de quem sente o pulso na mão. aquele pavor de quem beija a testa para sentir o calor. mas o trem que cruza a rua segue um só caminho, não para até o seu destino. o trem que cruza a rua faz barulho e não espera o sono, não espera o dia, nem a noite, nem a mais delicada flor brotar no canteiro. o trem, esta máquina de ferro, não adormece. ainda me lembra da vida que guarda o escuro, ainda me lembra o barulho do teu coração.
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