1 de julho de 2015

o risco tácito das palavras; ou perigos emergentes de uma paixão; ou cicatriz na face do mundo

aos poucos a vida cuida de esmaecer as mágoas.
o contorno dos lábios, ao sorrir, estende-se na face do mundo. as cores daquela paixão antiga agora se parecem em sépia, num filme velho de câmera analógica. a foto fora riscada, como se quisesse apagar os resquícios do passado.
as horas não se compensam mais nos cigarros, parou de fumar. as lembranças se perdem entre um baseado e outro; como se a mente dissesse mais e mais da ausência.
a mudez da noite é imensa quando se tem muito a dizer - emerge do próprio risco tácito do ruído.
no atropelo da próxima palavra, há o perigo de se revelar por inteiro.

3 comentários:

Riiiiick!(rs) disse...

Falando (ou escrevendo) muito bem sempre, como de costume.
Me identifiquei demais.
Parabéns, old friend.

Tony Gigliotti disse...

Vc fuma?

Bennie Costello disse...

nossa