as divindades já sabiam dos nossos desencontros. maculavam e maquinavam até mesmo meu romance de cabeceira; que na cabeça desguardava sua face, renegava lágrima e paixão. e tão leve e simples pedias por perdão, e tão leve e simples eu recusava.
lembra-se da noite que juntos vimos duendes? eu duvidava, tu também, mas sentimos medo, fugimos, nos encontramos, deitamos, dormimos. a isso chamo de vazão, e expelimos tudo de nós e resgatamos todo nosso mal.
sei que ainda nos veremos na rua. sei que se me peco em te perder, me ganho; por isso continuo a me pecar, por isso estendo a mão para tentar alcançar o espectro solar.
não por isso te perdoo, não por ir e voltar, não por confusos sentimentos alcançados e cansados nos olhos, não pela arrogância da voz... lembro da voz. e se me lembro bem, não perdoo. eu peço ao vago que em mim ecoa para não te pedir, por tão simples cair numa certeza cósmica ressoada: liberdade.
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