sabia
na noite que passou
do sentimento urgindo
no peito, na vontade
caindo pela metade
esse esquecimento
que a verdade esconde
acima do travesseiro
saiba
na certeza do amor
que a vida não corre
no anti-horário
nem as mazelas
filtram os sonhos
do inevitável
suprindo o conhecer
16 de abril de 2013
12 de abril de 2013
aqui jaz um grão de areia
não sou menos homem, nem menos mulher ou menos criança do que já fui ou serei. sou exatamente na medida que posso e que preciso. sou o orgulho do pai, a fé da mãe, sou parte irmão e parte do meu irmão.
ergo o punho concreto num soco se necessário, sou menos humano às vezes. e as vezes que precisei ser humano fui bem-sucedido. este mesmo punho é o que se abre e aperta uma mão, afaga uma face, limpa lágrimas.
em outras horas, me pego sentado resgatando fotos dos meus antepassados, colecionando objetos que não cabem em mim. cabem na prateleira amarela do meu quarto. sabem eles de palavras que não usei, sabem estratégias peruanas para conservar o barro bonito.
e eu vou desentendendo a minha idade... desentendo se a emoção sobrevêm a construção de sentido ou se desconstruir poderá. sabem sim que são inteiramente finais, mas permanecerão. nós, pelo contrário, somos o início e a transmutação do que há de vir. nós construímos melhor de dentro. não existe representação que supra... amar.
ergo o punho concreto num soco se necessário, sou menos humano às vezes. e as vezes que precisei ser humano fui bem-sucedido. este mesmo punho é o que se abre e aperta uma mão, afaga uma face, limpa lágrimas.
em outras horas, me pego sentado resgatando fotos dos meus antepassados, colecionando objetos que não cabem em mim. cabem na prateleira amarela do meu quarto. sabem eles de palavras que não usei, sabem estratégias peruanas para conservar o barro bonito.
e eu vou desentendendo a minha idade... desentendo se a emoção sobrevêm a construção de sentido ou se desconstruir poderá. sabem sim que são inteiramente finais, mas permanecerão. nós, pelo contrário, somos o início e a transmutação do que há de vir. nós construímos melhor de dentro. não existe representação que supra... amar.
1 de abril de 2013
Soberbo
Pelo olho mágico, avisto um corredor. Cada tapete em cada porta, cada vida por trás da gente sendo escondida. Não tão mágico. Magia é quando me transporto para fora, para fora da vida que já conheço... E começo a desconhecer cada vida que há do outro lado. Magia é ter muitas perguntas sem respostas e delas fazer surgir uma flor.
Embebedado de medo, continuo a atravessar a rua. A noite, que engole metade do mundo no descaminho, envolve também os casais em praças, bares e naquela lanchonete encontrada num domingo. Há fome em mim. Fome de olhos que me notem. Há fome de vaidade. Esta fome revela o que me falta e não me alimento do que quero. Eu devoro nos olhos o que arde em carne e misturo vida e vazio na mesa que sento.
Descubro muitas histórias, conto outras. Algumas eu até sei cantar. Outras podem ser enfeitadas sem magia, distorcidas, murchadas, luzidas. Assim desconheço pessoas que conheço. Assim o espírito entristece, a mágoa surge. Assim me calo sozinho na mesa e sorrio para as garçonetes que me subjugam com olhares penosos. Mal sabem elas que existe alegria na volta, existe um cigarro, um passo largado, uma chave para abrir minha própria porta e tornar a ver através do pequeno óculo distorcido o quanto eu preciso expandir.
Embebedado de medo, continuo a atravessar a rua. A noite, que engole metade do mundo no descaminho, envolve também os casais em praças, bares e naquela lanchonete encontrada num domingo. Há fome em mim. Fome de olhos que me notem. Há fome de vaidade. Esta fome revela o que me falta e não me alimento do que quero. Eu devoro nos olhos o que arde em carne e misturo vida e vazio na mesa que sento.
Descubro muitas histórias, conto outras. Algumas eu até sei cantar. Outras podem ser enfeitadas sem magia, distorcidas, murchadas, luzidas. Assim desconheço pessoas que conheço. Assim o espírito entristece, a mágoa surge. Assim me calo sozinho na mesa e sorrio para as garçonetes que me subjugam com olhares penosos. Mal sabem elas que existe alegria na volta, existe um cigarro, um passo largado, uma chave para abrir minha própria porta e tornar a ver através do pequeno óculo distorcido o quanto eu preciso expandir.
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