Cuida do gado, do pasto,
do homem, do lago,
do gato e do bem,
que nela explode
quando cata o xerém.
Casou atrás da moita,
deitada no mato,
de perna aberta,
de olho no céu.
Meses depois perdeu
no mesmo mato uma vida
e chorou sob o mesmo céu,
sobre a terra molhada que
tanto lavrara abaixo de Deus.
Mas o homem ficara
e a luta também.
Em várias noites
ele enchera a cara,
soltava o verbo
esporeava a mulher,
já tão delicada que
não contestou.
A vida que dorme
já calejou o mais enorme
dos corações.
Não queria colchão de mola,
muito menos esmola pedira...
Alguém soprou na janela
e todas as portas abriram,
os móveis antigos pularam,
a chuva bateu, o vento secou,
o sol se escondeu, o raio passou,
a folha caiu, a neve já caía
em algum outro canto,
que Clarissa não sabia
até se fechar para o
mais teimoso descansar.
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