"nada sóbrio", eu dizia entre um sorriso e outro
coragem não sentia de pé
colhi sopros
aqueles que as Ritas aspiram por longas estações
hoje dormi às 4 à espera de uma carta, um soneto, uma frase
a espera de uma notícia, que me toque ou me surpreenda, guarda séculos em segundos
e como espero essa ligação, que já sem voz me aponte teu cais interior
queria tanto e quereria mais que este controle, o qual descubro não ter,
se agarrasse irremediavelmente às minhas vestes
ou se agarrasse em minha pele desanimada
para que a falta me entenda e me aceite
para que a falta também te entenda,
eu solto sopros no ar quente
sopro frio, mas me cabe devolver-te algo meu
que a tua distância não me afogue,
que não me vaze o peito,
que não me traga no agora a parte discreta de ti
adeus