Tento ser sensitivo com o que tenho e me ponho tão exposto a ponto de ninguém me adivinhar, porque não há o quê. Se no ar observo as folhas secas flutuarem e na noite subsiste o meu retiro, se só pesco algumas aspirações recordadas em fitas de videocassete, é porque não tenho aonde ir.
Já estamos aqui... E que estar seja tão valioso quanto ser e tão valioso quanto todos os verbos e toda palavra e a falta de palavra por fim. Já soube da nossa amizade, eu já me mudei incontáveis vezes, já soube o que não devia e hesito agora no que quero. Não são somente as circunstâncias que conectam as pessoas, nem me flagelo, nem esfrio.
Passes aqui bem perto, o mais próximo do peito, e escuta com calma... E no teu peito ouço outro som. Não te assustes com os mais diferentes ritmos, nem poderes, nem tamanhos. Saiba mais de outras batidas, descubra tu mesmo além de mim. Permita-se, no fim, acreditar no verbo e no silêncio, até o refugiado momento de apenas parar.
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