Já no tempo me escondo. Logo atrás desse ascendente fervoroso, me desatino procurando silêncio, podando os galhos secos de um alter ego compromissado. Talvez seja só reflexo de vida que me corre às retinas, que me escorre entre lágrimas, onde recorro, perdendo e encontrando somente a mim.
Do contrário, ainda há vento, ainda chamo a sombra acolhedora dos dias quentes. Sei que só não me mudo de mim porque não posso, porque escolhi ser eu, porque, entre tantas respostas, as minhas perguntas multiplicaram-se tremendamente dando chão ao meu zelo. Se não fujo daqui, é por esta vida me pertencer irrevogavelmente, unicamente preciosa no mais.
3 comentários:
Só um post por mês? SERIOUSLY? Assim não dá, amigs. Continua escrevendo muito, Rafa. Quando lançar o livro eu quero um autografado só porque eu era um dos primeiros a ler seus primeiros u_u hahaha
E brinca com as palavras de uma forma que as palavras acabam brincando entre si. Ele as ama, eu sei. E elas o fazem mais ainda. Orgulho. ♥
"Ainda há vento" nesse calorão... Muy lindo, Rafinha! Senti um dia gostoso de praia; mesmo na volta, com engarrafamentos de tantas pessoas, no fim das contas: o mar faz tudo parecer ter sentido.
Xerooo.
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