21 de novembro de 2011

Verão

Já no tempo me escondo. Logo atrás desse ascendente fervoroso, me desatino procurando silêncio, podando os galhos secos de um alter ego compromissado. Talvez seja só reflexo de vida que me corre às retinas, que me escorre entre lágrimas, onde recorro, perdendo e encontrando somente a mim.
Do contrário, ainda há vento, ainda chamo a sombra acolhedora dos dias quentes. Sei que só não me mudo de mim porque não posso, porque escolhi ser eu, porque, entre tantas respostas, as minhas perguntas multiplicaram-se tremendamente dando chão ao meu zelo. Se não fujo daqui, é por esta vida me pertencer irrevogavelmente, unicamente preciosa no mais.